Digital o quê?

Neste universo de informações frenéticas, possibilidades infinitas, conteúdos transbordantes e facilidades tecnológicas, qualquer um se acha capaz de alcançar certa popularidade. Para isso, basta oferecer um conteúdo relevante. Vale dizer que, em um mundo onde exercermos os mais diversos papeis, conteúdo relevante pode ser a menina que defende a causa animal, o homem que faz paródia dos trajes das personalidades ou o publicitário que filosofa sobre a vida mundana. Para cada perfil há um público. E, assim, surge o digital influencer. Uma profissão que ainda levanta polêmicas e para qual muita gente ainda torce o nariz – especialmente nós, jornalistas. Logicamente que em um cenário em que todos viram mídia e são proliferadores de opinião e informação (vamos aqui nos limitar à definição “ato de informar”), a maioria quer falar, mas poucos estão preparados para ouvir. Além disso, a falta de preparo para lidar com a informação acaba gerando uma comunicação completamente controversa e, muitas vezes, com conteúdo estapafúrdio por todos que leem, compartilham e repudiam – em grande parte das vezes sem considerarem as ferramentas (e a ética) de jornalismo e comunicação. Por isso, e com razão, muitos que têm o preparo – seja através do estudo ou da experiência – para manipular as informações podem torcer o nariz para o digital influencer. Até porque muitos deles não fomentam a mesma matéria-prima que o jornalista (a notícia), dependendo do ponto de vista…Fonte: blog.ecairn.com

Foto: www.meetup.com