Para onde foram nossos amigos?

Em menos de uma década depois da bolha da internet, eu entrevistava colaboradoras que entravam na faculdade de jornalismo com o único objetivo de se tornarem assessoras de imprensa. Elas não cogitavam a possibilidade de trabalhar em uma redação. Muitas destas, inclusive, hoje são donas de assessorias de imprensa. Porém, com o crescimento dos meios digitais e as mudanças de paradigmas, vimos as redações se esvaziarem com os corações partidos e a sensação de impotência na impossível tarefa de salvar os amigos. Estes, por sua vez, foram se dispersando, migrando para assessorias, virando freelas, produzindo conteúdo para empresas, ingressando no mundo corporativo, mudando de área, reinventando-se. Nos últimos dois anos é que as coisas mudaram de uma maneira muito velozmente assustadora, fazendo com que não só o papel do assessor seja repensado como o do assessor de imprensa. A comunicação entre o jornalista e o assessor fica cada vez mais complicada com uma guerra generalizada do exército de assessorias de imprensa que apareceram por aí (leia minha publicação anterior) e os poucos jornalistas que restaram nas redações. E tudo isso com um agravante: na era social em que o conteúdo é a nova moeda capital e todo mundo é mídia. E eis que surge a figura do digital influencer. Mas, para isso, precisamos antes falar dos famosos e blogueiros. (Patricia Buarque)

Para Onde foram nossos amigos

Foto: www.peterjthomson.com